
Ela um dia fechou os olhos, pediu em silêncio para que o tempo parasse alí. Sentia-se só. Como se o mundo inteiro rodasse e não percebesse que ela estava ali, parada. A espera de alguém para tocar-lhe a mão e segurá-la firme, puxando-a mais uma vez para aquela realidade corrida. Não queria isolar-se, queria apenas um conforto no meio de tanto agito. Não pedia solidão, essa vinha de intrometida entre tanta agonia. Queria apenas um alguém. Não precisava ser amor, nem fogo. Não precisava ser ardente ou eterno. Só precisava ser suficiente, o mínimo para encher-lhe de uma nova coragem, de uma nova vontade de encarar novos lugares. Precisava apenas de um sopro, um sopro calmo e lento para que ela descruzasse as pernas, levantasse calmamente de onde esteve por muito tempo parada e finalmente voltasse a andar. Ela é apenas uma mulher, não é perfeita.
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