segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

(...)


Ainda me pergunto se realmente era isso que merecia, é que eu própria já não sei como reagir, já não sei como lidar com isso (...) Mas sei que volterei de novo a isso, voltarei de novo a caír, e tu vais me deixar ali a caír, vais me dar uma razão para isso tudo e voltarei a compreender-te e a ficar de novo ao teu lado, porque é assim que deve ser, devo compreender-te e nunca te abandonar, foi isos que te prometi, ficar eternamente contigo, a teu lado. E um dia disse se tivesse que sofrer para tu seres feliz que assim o faria. E hoje foi uma das noites em que dei voltas na cama, e que os olhos não conseguiam se fechar, em que todos os meus pensamentos vêm há minha memória, todos os momentos bons que um dia tivemos, tudo o que já fomos, o que já sonhei. Há noites assim, em que olho para trás e tudo parece bom, todo o passado foi um lindo conto cheio de felicidade junto contigo. E quando, em busca de algum consolo, olhamos para o futuro, para os sonhos, para os planos que passamos horas, meses, ás vezes anos a tecer, tudo parece negro de repente. E talvez seja isso que mais temo, que o meu futuro seja negro, que nada do que planeamos se realize ao lado um do outro, talvez seja isso que tema, que tu não estejas lá no futuro, se no presente já tu te arrumas. Todos os projectos meticulosamente estudados e aprovados durante o dia parecem loucuras que apenas nos conduzirão á ruína e á mais profunda tristeza. É nestas noites que eu te escrevo cartas que não se lêem, que nunca serão vistas por ninguém. É em noites assim que te digo loucuras que nunca tive coragem de dizer enquanto tinha esse direito. É em noites dessas que choro pelo que um dia fui (...) Pelo dia de ontem, pelo dia em que partilhamos uma gargalhada juntos, e em que tu me deste a mão e apertaste-a com força com medo de me perder. Durante essas intermináveis horas algo me fala ao ouvido, algo me faz ouvir e olhar mais atentamente o coração. É como se a mente, apesar da inquietaçao, adormecesse, e o coraçao aproveitasse para falar mais alto, para finalmente se fazer ouvir.
E devo admitir que tenho muito medo dessas noites, porque aquilo que o coração tem a dizer, aquilo que nos leva a fazer e a dizer faz-me baixar demasiadas defesas, faz-me expor-me demasiado ao que sinto, tornado-me mais vulnerável á dor, ao dano que os outros (tu) me possam provocar. Ainda estremeço quando, sozinha no escuro, aquela vozinha me diz ao ouvido para lutar por ti, para te dizer que te amo. Ainda pego no telemóvel para te mandar uma mensagem escrita pelo coração. Sim, príncipezinho, és tu quem preenche essas noites intermináveis em que tudo o que construí para mim e para os outros cai e eu me sinto mais vulnerável e, ao mesmo tempo, mais corajosa do que nunca. Porque tu mesmo assim nesse estado tu me dás toda a coragem necessária, e mesmo assim escrevo te uma mensagem com o coração e sei que tu a lês, mesmo que não a respondes, que lês, e que sorris. Mas sei que nunca saberei com o que contar quando se trata de ti, não no sentido mau, pelo contrário. Mas também medo das tuas constantes mudanças, pois príncepezinho sabes que nesta altura tu estarás em plena mudança, e tenho medo que te esqueças de algo para essa tua nova mudança e que esse algo seja eu, o eu que tu sempre disseste que querias que fizesse parte da tua vida para uma eternidade. Mesmo que o meu corpo desista, mesmo que eu diga que desista, o meu coração nunca desisterá, e a minha alma estará ali sempre a viver por ti, porque eu nunca aprendi a viver com o teu silêncio, nem com a tua ausência. E sei que mesmo nese teu silêncio, mesmo nessa tua mudança, tu estarás a amar-me mesmo sem me dizeres «amo-te» estarás comigo no pensamento, e a dizer-me «amo-te» em silêncio, para que ninguém possa ouvir, e mesmo assim sei que tu tens medo de me perder, que o escondes mas que tens esse medo. Príncepezinho eu estarei aqui, a amar-te como nunca ninguém te amou, a mostrar-te um mundo só noss. E estarei aqui à espera do dia certo para tu vires ter comigo e entregar o teu amor.

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